Os investimentos previstos para depois de 2010 totalizam R$ 502,2 bilhões, o que faz o valor total a ser aplicado no programa chegar a R$ 1,14 trilhão. Em 2007, a previsão de investimento pós-2010 era de apenas R$ 189,2 bilhões e o total a ser aplicado era de R$ 693,1 bilhões. Com a atualização dos valores e o aumento de R$ 313 bilhões nas obras, o total de investimentos apresentou um salto de R$ 455 bilhões.
"Mesmo que haja desaceleração econômica, o PAC tem capacidade de sustentar, ao longo de 2009, um patamar de investimento maior", afirmou a ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), durante o balanço do programa.
"Vamos manter o PAC completamente sem cortes e garantir os recursos para aumento de investimentos. Iremos sistematicamente buscar manter essa ampliação, sempre que possível. Vamos manter o crédito de longo prazo para viabilizar esses investimentos e desenvolver parceria com o setor privado e com os Estados e municípios. Também vamos monitorar as obras para antecipá-las, porque isso nos interessa", acrescentou a ministra.
No setor de logística, os investimentos até 2010 aumentaram em R$ 38 bilhões. No de energia, o aumento foi de R$ 21 bilhões e nos setores social e urbano, o orçamento cresceu R$ 84 bilhões.
O relatório do programa destaca como principais obras a serem executadas a construção do Trem de Alta Velocidade unindo Rio de Janeiro, São Paulo e Campinas, do trecho Sul da Ferrovia Norte-Sul, e a dragagem e ampliação de portos.
O texto ressalta a importância do programa para o enfrentamento da desaceleração da economia no primeiro trimestre deste ano. "O investimento público terá uma grande parcela nesta recuperação", destaca o relatório.
Segundo o texto apresentado nesta quarta-feira, acrescentando que os investimentos do governo federal que representavam 0,64% do PIB (Produto Interno Bruto) em 2006, passaram para 1% do PIB em 2008, após o lançamento do PAC. Para este ano, os investimentos devem chegar a 1,2% do PIB, na previsão do governo.
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Claudia Andrade
Do UOL Notícias
Em Brasília
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